quarta-feira, 8 de maio de 2019

Brasil registra um acidente de trabalho a cada 49 segundos, aponta MPT

Segundo o Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho, o país registra uma morte por conta de acidente de trabalho a cada três horas e 43 minutos

Foto: Agência de Notícias do Paraná
O Brasil registra um acidente de trabalho a cada 49 segundos e uma morte por conta de acidente de trabalho a cada três horas e quarenta e três minutos. Os dados são do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho do Ministério Público do Trabalho (MPT).
O empreendedor Francisco Farias, de 42 anos, do Distrito Federal, perdeu um terço da mão em um acidente de trabalho há cerca de 20 anos. Na época, ele servia o Exército e teve que fazer alguns cavaletes, para uma ação de trânsito. Segundo ele, os equipamentos que usava eram rústicos e a máquina de corte, utilizada para serrar madeira e chapa de metal, deceparam parte da mão dele.
“A madeira embolou no disco. O disco tem uma rotação de 1.200 voltas por segundo. Ou seja, um dente passa 1.200 vezes no mesmo lugar em um segundo. Então, ele embolou ali e puxou a minha mão. Minha mão passou sobre aquela serra ali, cortou um terço. Se você olhar para a sua mão, você divide ela em três, ela cortou um terço. Aí cortou o osso, o tendão, meu dedo mindinho, um osso de um dedo anelar e, então, eu fui levado as pressas para a enfermaria, o Exército me assistiu, depois eu fui para o HFA (Hospital das Forças Armadas) e lá fiquei fazendo o tratamento por algum tempo”, conta.
Outra história de acidente no trabalho ocorreu com o professor de artes marciais Roger Chedid, de 52 anos, morador de São Paulo. Em 1995, ele foi fazer uma demonstração, junto com outros profissionais, em um centro de treinamento de futebol. O gramado estava molhado e, quando ele menos esperava, um colega escorreu e caiu sobre cabeça dele. Com dificuldades de equilíbrio, coordenação motora e sensibilidade devido ao acidente, atualmente Roger é personal de lutas, mais voltado para o preparo físico, e também dá palestras motivacionais.
“O local não era adequado, o gramado estava molhado, fazendo o movimento, um companheiro meu de um metro e noventa, cem quilos, escorreu no gramado e caiu sobre a minha cabeça. Eu bati o queixo no meio do peito e fiquei estatelado no gramado. Consegui me levantar, me levaram para o departamento médico, colocaram os eletrodos no meu pescoço e, durante quarenta minutos, eu fiquei tomando choque e saí de lá como se nada tivesse acontecido. Dezessete anos depois, eu fui descobrir que eu estava com o pescoço quebrado por causa deste acidente”, disse.
Segundo o especialista em Direito do Trabalho, Daniel Moreno, os dados informados pelo Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho podem não condizer com a realidade por conta das subnotificações.
“Esse número de acidentes, de um acidente a cada a cada 49 segundos e um acidente fatal a cada três horas e quarenta minutos no Brasil, esse número com certeza é ainda maior. Os dados estatísticos do Ministério do Trabalho levam em consideração como acidente de trabalho apenas os acidentes em que a empresa abre o CAT, que é o Comunicado de Acidente de Trabalho. As empresas que abrem o CAT, obviamente, são as empresas que têm seus funcionários registrados. Porque hoje, no Brasil, a gente tem muitos trabalhadores trabalhando informalmente”, afirma.
Segundo a Lei nº 8.213/91, o acidente de trabalho é aquele "que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho".

terça-feira, 7 de maio de 2019

Mais de um milhão de pessoas se inscreveram para o Enem de 2019 somente no primeiro dia

As inscrições seguem até o dia 17 de maio

  • Repórter 
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Foto: Secitec-MT
Mais de um milhão de pessoas se inscreveram para as provas do Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem de 2019, somente no primeiro dia de inscrições. O processo é feito exclusivamente pela internet até o próximo dia 17, por meio da Página do Participante. Já as provas vão ser aplicadas em dois domingos, nos dias 3 e 10 de novembro.
Outra informação importante para o participante é que ele ou ela terá até o dia 17 de maio para atualizar dados de contato, escolher outro município de provas, mudar a opção de língua estrangeira e alterar atendimento especializado ou específico. Depois deste prazo, não vão ser mais permitidas mudanças.
Quem precisar de atendimento especializado e específico deve fazer a solicitação durante a inscrição. Já os pedidos de atendimento por nome social devem ser feitos de 20 a 24 de maio.
Lembrando que a taxa de inscrição para o Enem é de R$ 85 e deve ser paga até o dia 23 de maio.   

Sérgio Moro defende que empresários deem oportunidade de trabalho para presos



O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, defendeu, nesta segunda-feira (6), que as empresas brasileiras contratem pessoas que cumprem pena ou que deixaram o sistema prisional.
De acordo com Moro, é importante que os empresários ofereçam oportunidades de emprego para essas pessoas como forma de ressocialização.
"Nós temos que acreditar na ressocialização do preso. Esse é um objetivo importante. Nós nunca podemos perder a fé e a esperança de que as pessoas podem se redimir. E uma das melhores maneiras é dar uma oportunidade para essas pessoas. Oportunidades que algumas não tiveram fora das prisões. E uma das maiores oportunidades é incentivar o trabalho dentro das prisões”, disse.
A fala foi dita pelo ministro durante a cerimônia de entrega do Selo Resgata a 198 empresas de 15 estados. Este selo, que foi lançado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública no fim de 2017, é uma estratégia federal de estímulo às empresas públicas e privadas, bem como a órgãos públicos e empreendimentos de economia solidária, para que contratem pessoas privadas de liberdade que estejam cumprindo penas alternativas ou que já tenham deixado o sistema prisional.
A contratação dessas pessoas é feita por meio de convênios que as empresas habilitadas a apoiar o trabalho de ressocialização assinam com os governos dos estados onde atuam.

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Força-tarefa completa 10 dias no Calafate sem registros de violência

Lília Camargo - Assessoria Sejusp

A força-tarefa iniciada pelo Sistema Integrado de Segurança Pública em 23 de março na região do Calafate, completou nesta sexta-feira (03), dez dias ininterruptos. Continuam sendo desencadeadas entre os bairros, ações com reforço do policiamento, abordagens, revistas, trabalhos de integração social e monitoramento pelo Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER).

Com o conflito entre organizações criminosas na disputa pelo território de atuação para o tráfico de drogas, foram elevados os índices com execuções e tentativas de homicídios no mês de março, sendo necessárias intervenções mais enérgicas para o controle  dos índices criminais na região. A contar do início dessas ações, não foram  mais notificados casos com violência entre o complexo de bairros do Calafate.

Todos os dias, são direcionados dioturnamente, homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope), para dar reforço ao Batalhão de area juntamente com o apoio do Centro Integrado de Operações Aéreas que realiza através do uso do helicóptero Harpia 01, o monitoramento aéreo dos pontos estratégicos de atuação da polícia nas manchas criminais.

O Coronel Cleiton Almeida, responsável pelo sobrevoo com o helicóptero na região, explica como são desencadeadas as atividades. "Durante esse período em que estamos no Calafate, a população pôde sentir a nossa presença realizando o sobrevoo da área e a intervenção das viaturas pelo solo através da Polícia Militar. As vias são fechadas os acessos são bloqueados, é feita a abordagem dos transeuntes e a aeronave promove a ostensividade e Segurança das equipes que estão em solo. Dessa forma acredito que estamos devolvendo a sensação de segurança para o povo do Calafate e região", disse o Coronel.






Muçulmanos em todo o mundo começam a celebrar o Ramadã nesta segunda (6)

Fiéis não podem comer, beber, fumar ou manter relações sexuais enquanto o sol estiver no horizonte até 4 de junho

  • Repórter 
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A partir desta segunda-feira (6), muçulmanos em todo o mundo começam a celebrar o Ramadã, que é o mês sagrado em que eles se abstêm de comer, beber, fumar ou manter relações sexuais enquanto o sol estiver no horizonte. Cerca de dois bilhões de pessoas em todo o mundo seguem o ritual por acreditarem que sua solidariedade e gratidão a Deus ficam fortalecidas com o sacrifício. 
Apenas mulheres menstruadas e grávidas, doentes e viajantes que fazem trajeto penoso estão liberados do ritual, mas todos "deverão pagar" mais tarde pelos dias de jejum.
As grandes cidades dos países com maioria mulçumana utilizam canhões e sirenes para marcar o esperado momento do pôr-do-sol.
Na maioria dessas localidades, a vida se transforma totalmente durante o mês do jejum: as empresas, repartições públicas e escolas encurtam seus horários de funcionamento para que o jejum seja mais suportável. Cafés e restaurantes fecham durante o dia e ficam abertos à noite.
Na maior parte do mundo muçulmano, o Ramadã é cumprido por vontade própria ou por pressão social, e é pouco usual ver uma pessoa infringindo o jejum em público. No entanto, alguns países obrigam o jejum e castigam aqueles que não seguem o ritual, como Arábia Saudita, Bahrein, Paquistão, Afeganistão, Irã, Malásia, Brunei e Marrocos. O Ramadã segue até 4 de junho.